Desperte o Músico que Existe Dentro de Você
Gabriel Miguez e Álvaro Fusco
Atualizado em · 2 min de leitura
Resposta rápida
Tocar um instrumento é uma arte, mas também um processo: ninguém toca bem por acidente. O que trava a evolução de muita gente não é falta de capacidade, e sim quatro fantasias encaradas como verdades: o famoso dom, a falta de tempo, a crença de não ter ritmo e a implicância com a teoria musical.
Neste post
Tocar um instrumento musical é uma arte.
E também um processo.
Uma pessoa não consegue tocar bem por acidente.

Tudo é um sistema.
Quando esse código é decifrado, o seu entendimento corre livre e solto.
Mas então… por que tantas pessoas sofrem ao estudar um novo instrumento musical?
Quando pegam seu instrumento e iniciam os primeiros exercícios…
Sentem-se frustrados pela inesperada dificuldade encontrada, como se tivessem levado um belo balde de água fria.
Hoje eu quero compartilhar com você como a ciência pode te ajudar a aprender (ou evoluir) um instrumento musical.
Ao final dessa leitura você irá entender que o ato de desenvolver novas habilidades, seja de um instrumento musical, um esporte, uma profissão… envolve trabalhar com o seu eu interior.
Ao descobrir como implementar pequenos (mas poderosos) hábitos no seu dia a dia, você amplifica sua capacidade de assimilação e consequentemente, aprimora seu entendimento.
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O Músico Dentro de Nós
Você já se viu preso e estagnado ao estudar música?
Pra começo de conversa, devo te dizer que isso é extremamente comum. E também extremamente positivo.
Esse sentimento de inércia é o gatilho que nos faz querer sair da nossa famosa zona de conforto.
A partir daí, damos os primeiros passos para evoluir e alcançar um novo patamar.
Chega um determinado momento que parece que nenhum exercício dá resultado e o som não sai como deveria.
A decepção toma conta e você não consegue mais avançar.
Aí você acredita realmente que não leva jeito pra coisa e que não tem ritmo.
Acredita até mesmo que, por não conseguir bater palmas enquanto canta o parabéns, você não nasceu pra isso.
Agora…
Você já se viu batendo o pé ou se balançando instintivamente (mesmo que de forma contida) enquanto curtia alguma música?
Já se pegou assobiando ou cantarolando melodias por aí?
Durante um banho…
Caminhando no parque…
Preparando café…
Isso não acontece por acaso.
Nós temos a música dentro de nós.
O que precisamos fazer é despertá-la.
O problema é que existem algumas fantasias que rodeiam os estudantes musicais.
Essas fantasias, muitas vezes encaradas como verdades, são resistentes barreiras que podem nos impedir de despertar a música que existe dentro de nós.
Mas Álvaro… como a ciência e a implementação de pequenos hábitos podem me ajudar a Tocar um Instrumento Musical?
Isso é o que eu quero compartilhar com você agora.
Vou te apresentar e mostrar o simples caminho para se libertar dos principais mitos que "travam" a sua evolução musical .
Música Faz Bem para o Cérebro
Para encerrar este tema com estilo, assista este rápido e maravilhoso vídeo do TED.
Você vai compreender melhor tudo o que acontece dentro da sua cabeça, quando você toca um instrumento musical.
Como tocar um instrumento musical beneficia seu cérebro - Anita Collins
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Perguntas frequentes
Preciso ter o dom para tocar?
Não. O dom não leva a lugar nenhum sem o seu esforço: podemos pensar nele como uma espécie de aceleração na compreensão dos assuntos, uma vantagem na assimilação. Mas sem repetição e perseverança não é possível chegar a lugar algum. O que precisamos é de dedicação, perseverança e paciência.
E quem não tem tempo de treinar?
Todos nós temos o mesmo tempo, 24 horas por dia: o que muda é o que cada um faz com ele. E não é preciso treinar 1 hora por dia: com 10 a 20 minutos de prática todos os dias você desenvolve suas habilidades. O corpo e a mente assimilam muito melhor novas habilidades quando criamos rotinas constantes, então 15 minutos diários rendem mais que um único treino de 2 horas por semana.
Existe gente que não tem ritmo?
Ritmo é movimento, é o que nos faz balançar junto com a música. Se você tem sangue pulsando nas veias, você tem algum ritmo dentro de você. Alguns têm muita facilidade e outros extrema dificuldade, mas qualquer pessoa pode desenvolver a sua consciência rítmica, com paciência, dedicação e perseverança.
Dá para tocar sem teoria musical?
Dá, mas com ela tudo fica mais fácil. Ao compreender pelo menos o básico, você passa a ter consciência de tudo o que faz no instrumento. Sem ela acontecem coisas como falhar ao tentar tocar músicas novas, ficar perdido com ritmos e batidas, ser pego de surpresa por uma cifra diferente, errar sem saber que está errando, e gelar quando o vocalista pede para mudar o tom da música.
Sentir que estou estagnado é ruim?
É extremamente comum, e também extremamente positivo. Esse sentimento de inércia é o gatilho que nos faz querer sair da zona de conforto, e é a partir daí que damos os primeiros passos para evoluir e alcançar um novo patamar.
Como saber que a música já está em mim?
Pelos sinais do dia a dia. Você já se viu batendo o pé ou se balançando instintivamente enquanto curtia alguma música? Já se pegou assobiando ou cantarolando melodias no banho, caminhando no parque ou preparando café? Isso não acontece por acaso: nós temos a música dentro de nós, e o que precisamos é despertá-la.
Escrito por
Gabriel Miguez e Álvaro FuscoProfessores de teoria musical e harmonia, fundadores da Opus 3 Ensino Musical. Gabriel ensina guitarra, Álvaro ensina baixo. Mais de 12 anos de escola física, mais de 16 mil alunos online e autores de Introdução à Harmonia, 1º lugar em Teoria Musical na Amazon.
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