Inversão de acorde nada mais é do que alterar o baixo, ou seja, a nota mais grave do acorde. Para inverter o acorde de Dó maior, por exemplo, devemos tocar a terça (Mí) ou a quinta (Sol) desse acorde como a nota mais grave. Ao fazer isso, estamos invertendo o acorde.
Inversão de Acordes: o detalhe simples que faz sua banda soar melhor
Ao tocar os baixos dos acordes (em estado fundamental e invertidos) da maneira correta, podemos melhorar significativamente a sonoridade de uma banda ou grupo, evitando aquele famoso “som embolado” e melhorando a qualidade de som do ambiente.
Por isso é preciso que cada músico saiba qual nota, ou quais notas, realmente precisam ser tocadas por ele.
Resumidamente, geralmente o baixista é o responsável por executar o baixo do acorde, esteja ele no estado fundamental ou invertido. Enquanto isso, os demais instrumentos devem ocupar suas próprias regiões, evitando conflitos e deixando o som do grupo limpo e definido.
Vale ressaltar que se você estiver tocando violão ou teclado sozinho, por exemplo, você vai ser responsável pelos baixos. Caso contrário, deixe os baixos para os baixistas e vai ser feliz na região média e aguda do seu instrumento 😊
Se esta forma de tocar é novidade pra você, experimente fazer isso no seu próximo ensaio e veja o resultado.
Sua banda vai te agradecer.
E o público também…
Aula: Inversão de Acordes
Assista a aula sobre as inversões de acordes e melhore o som da sua banda ou grupo musical:
O que é um acorde no estado fundamental?
Um acorde está no estado fundamental quando a nota mais grave é a mesma nota que dá nome ao acorde.
Exemplos:
- C (Dó maior): Dó é a nota mais grave
- Gm (Sol menor): Sol é a nota mais grave
- D#m7 (Ré sustenido menor com sétima): Ré sustenido é a nota mais grave
Esse conceito é essencial porque ele serve como ponto de partida para entender as inversões.
Enquanto a nota que dá nome ao acorde estiver no baixo, o acorde permanece no estado fundamental, independentemente do instrumento.
Importante: a nota que dá nome ao acorde é chamada de fundamental.
O que é inversão de acorde?
A inversão acontece quando outra nota do acorde assume o papel de nota mais grave, no lugar da fundamental.
Usando o acorde de Dó maior como exemplo, temos as seguintes notas:
- Dó → fundamental
- Mi → terça maior
- Sol → quinta justa
Quando colocamos:
- a terça (Mi) no baixo, temo a primeira inversão (inversão de terça)
- a quinta (Sol) no baixo, tem a segunda inversão (inversão de quinta)
O acorde continua sendo Dó maior.
O que muda é apenas a nota mais grave.
Como as inversões aparecem na cifra?
As inversões são representadas por uma barra inclinada na cifra.
Exemplos:
- C/E → Dó maior com baixo em Mi
- Bm/D → Si menor com baixo em Ré
- E7/G# → Mi com sétima e baixo em Sol sustenido
Essa escrita é muito comum em cifras usadas por bandas, grupos de igreja, repertórios populares e arranjos profissionais.

Inversões e o caminho do baixo
Um dos principais benefícios das inversões é o caminho do baixo.
Em vez de saltar de uma nota grave para outra nota grave distante, o baixo pode se mover por graus conjuntos, por exemplo, criando continuidade e fluidez.
Importante: graus conjuntos são graus executados sucessivamente de forma ascendente ou descendente dentro de uma escala.
Exemplo prático
Veja a seguir uma progressão bastante utilizada na música popular:
- G → D → Em
Agora, vamos inverter o acorde de Ré maior, colocando a sua terça (Fá sustenido) no baixo:
- G → D/F# → Em
Repare que agora temos um caminho de baixo linear, que segue uma direção, caminhando da nota Sol, passando pelo Fá sustenido até chegar na nota Mi.
Esse tipo de movimento simples é mais um recurso harmônico que você pode utilizar nas harmonias que você toca, seja em composições próprias ou músicas de outros artistas.
Isso é só o começo
Se você quiser estudar as inversões de acorde de maneira mais aprofundada, temos um artigo completo. Para acessar, é só clicar aqui.





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