Aprenda a Escala Diminuta
Gabriel Miguez e Álvaro Fusco
Atualizado em · 3 min de leitura
Resposta rápida
A escala diminuta é uma escala simétrica, e o padrão de intervalos dela é tom, semitom, tom, semitom, tom, semitom. Ela possui 8 notas, por isso também é conhecida como escala octatônica. E, assim como acontece com o acorde diminuto, a simetria faz com que existam somente 3 escalas diminutas.
Neste post
Enfim, chegou a hora de falarmos sobre da Escala Diminuta.
Importante!
É extremamente recomendável que você já tenha estudado sobre os Acordes Diminutos para entender este post. Caso ainda não saiba este assunto, clique aqui para conhecer melhor.
Tudo sobre a Escala Diminuta
Escalas Simétricas
Assim como a Escala de Tons Inteiros, Cromática e Dominante Diminuta, a Escala Diminuta é uma Escala Simétrica.
Por definição, uma Escala Simétrica é uma escala que se caracteriza por sua estrutura repetitiva de intervalos.
Isso quer dizer que ela possui sempre o mesmo padrão intervalar entre suas notas, e este padrão irá se repetir ao longo de toda escala.
Esse tipo de escala é útil em várias formas de composição musical e improvisação.
É uma escala amplamente utilizada no Jazz.
Padrão e Formação da Escala Diminuta
O padrão de intervalos da Escala Diminuta é bem simples:
Tom - Semitom - Tom - Semitom - Tom Semitom
Sendo assim, podemos formar a Escala Diminuta de qualquer tonalidade utilizando esse padrão.
Veja o exemplo da Escala Diminuta de Dó:

- Tensões da Escala Diminuta: 1 - T9, b3 - T11 - b5 - Tb13 - bb7 - T7M.
- Acordes Possíveis: C°(b13) - C°(11) - C°(7M, 9, 11, b13)
Devemos destacar algumas coisas importantes.
Primeiramente, você deve ter visto que essa escala possui 8 notas.
Por isso ela também é conhecida como Escala Octatônica.
Assim como o Acorde Diminuto, a simetria da Escala Diminuta faz com que existam somente 3 Escalas Diminutas.
Isso ocorre porque se tocarmos a Escala Diminuta de Mi bemol (ou Ré sustenido), teremos as mesmas notas da escala de Dó Diminuto, porém começando de outro ponto de partida.

Repare como são as mesmas notas:
C° = C, D, Eb, F, Gb, Ab, A, B
Eb° = Eb, F, Gb, Abb, Bbb(A), Cb(B), C, D
Dessa forma, as notas da Escala Diminuta de Dó, são as mesas da Escala Diminuta de Mib (que está 1T + 1ST acima da de C), que são as mesmas da Escala de Gb (1T + 1ST acima de Eb) e assim por diante...
Aplicação da Escala Diminuta
Sobre Acordes Diminutos
A primeira, e mais óbvia, situação de uso da Escala Diminuta é sobre os próprios acordes diminutos.
Por exemplo: Em caso de C° podemos utilizar a Escala Diminuta de Dó.
Lembre-se que cada acorde diminuto pode ser, na verdade, outros 3 acordes além dele.
Por exemplo: C° = Eb° = Gb° = Bbb° (A°)
Portanto, a Escala Diminuta de Dó pode ser utilizado sobre qualquer um desses 4 acordes, pois eles são iguais.
Da mesma forma a Escala de Eb°, Gb° ou A° pode ser utilizada sobre qualquer um desses acordes. Você só estará mudando o ponto de partida.
Sobre Acordes Dominantes
Outro uso muito comum da Escala Diminuta acontece sobre os Acordes Dominantes.
Contudo, para entender tal aplicação precisamos conhecer a Escala Dom.Dim.
Por isso, deixamos um post separado para falar apenas da Dom.dim, embora ela seja uma variação da Dominante.
Para não concluir...
Agora que você já viu como montar a Escala Diminuta, treine-a em todas as 12 tonalidades no seu instrumento.
Não se esqueça que a cada 1 Tom e meio a Escala se repete, apenas começando em uma tônica diferente.
Portanto, temos apenas 3 Escalas Diminutas que se multiplicam nelas mesmas, gerando as Escalas das 12 tonalidades.
O próximo passo é conhecer a Escala Dom.dim, uma variação da Escala Diminuta, pensada para os acordes Dominantes.
Se gostou deste post, comente, compartilhe e tire suas dúvidas!
Perguntas frequentes
O que é uma escala simétrica?
Por definição, é a escala que se caracteriza por sua estrutura repetitiva de intervalos: ela possui sempre o mesmo padrão intervalar entre suas notas, e esse padrão se repete ao longo de toda a escala. Esse tipo de escala é útil na composição e na improvisação, e é amplamente utilizado no jazz. A de tons inteiros, a cromática e a dominante diminuta também são simétricas.
Qual é o padrão da escala diminuta?
Tom, semitom, tom, semitom, tom, semitom. Com esse padrão é possível formar a escala diminuta de qualquer tonalidade.
Por que só existem 3 escalas diminutas?
Porque a cada 1 tom e meio a escala se repete, apenas começando em uma tônica diferente. A escala diminuta de dó tem C, D, Eb, F, Gb, Ab, A e B, e a de mi bemol traz exatamente as mesmas notas, só que de outro ponto de partida. Depois vem a de sol bemol, e assim por diante.
Por que ela é chamada de octatônica?
Porque ela possui 8 notas. Octatônica é apenas outro nome para a escala diminuta.
Onde usar a escala diminuta?
A primeira e mais óbvia situação é sobre os próprios acordes diminutos: em caso de C° podemos utilizar a escala diminuta de dó. E, como cada acorde diminuto pode ser outros 3 acordes além dele, C°, Eb°, Gb° e A°, a mesma escala serve para qualquer um dos quatro, porque eles são iguais. Você só estará mudando o ponto de partida.
Ela serve para acordes dominantes?
Serve, e esse é outro uso muito comum. Mas, para entender essa aplicação, é preciso conhecer a escala Dom.dim, que é uma variação da diminuta pensada para os acordes dominantes e tem um post só dela.
Escrito por
Gabriel Miguez e Álvaro FuscoProfessores de teoria musical e harmonia, fundadores da Opus 3 Ensino Musical. Gabriel ensina guitarra, Álvaro ensina baixo. Mais de 12 anos de escola física, mais de 16 mil alunos online e autores de Introdução à Harmonia, 1º lugar em Teoria Musical na Amazon.
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