Formação de Acordes: Como Tocar Tríades e Tétrades

O que é acorde?

Para entendermos tudo sobre formação de acordes devemos entender o que é um acorde.

Portanto, vamos lá: Acorde é um conjunto de três ou mais notas diferentes, tocadas simultaneamente.

Contudo, Antes de estudar formação de acordes, é importante que você saiba a diferença entre nota, acorde e arpejo.

Se você não sabe qual é a diferença entre eles, dá uma olhada no link acima que você vai aprender rapidinho.

Se você já sabe, segue o baile…

Obs.: é importante ter em mente que o conjunto de duas notas tocadas simultaneamente não constitui um acorde. A combinação de duas notas simultâneas é chamada de intervalo harmônico.

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Tudo o que você precisa saber sobre Formação de Acordes:

Formação de Acordes
Formação de Acordes: Um Guia Completo

Como ler acordes

Antes de saber como formar acordes, devemos saber como devem ser feitas a escrita e a leitura deles.

Os acordes podem ser grafados na Partitura ou na Cifra. Vamos agora, entender como funciona cada uma destas representações.

Obs.: em alguns casos, os acordes podem ser notados de outras maneiras, como na tablatura, por exemplo, (para alguns instrumentos de cordas: violão, guitarra, cavaquinho, etc…). Porém, trataremos aqui somente da partitura e da cifra, por se tratarem de duas formas universais de notação musical, que não se limitam a instrumentos específicos.

Lendo acordes na Partitura

No pentagrama, identificamos rapidamente um acorde quando suas notas estão agrupadas de maneira vertical. Veja alguns exemplos de acordes representados na partitura:

acordes-exemplos

Para saber as características de um acorde na partitura, (se é maior, menor, diminuto, e etc…), devemos calcular seus intervalos de acordo com as notas dispostas em sua representação.

Sendo assim, para obtermos uma identificação veloz, dependemos de um conhecimento sólido de intervalos.

Formação de Acordes nas Cifras

Apesar da Cifra ser uma forma universal de notação musical, não existe um padrão universal de cifragem.

Sendo assim, iremos utilizar aqui o padrão encontrado na maioria dos livros e songbooks utilizados no Brasil.

Consideramos também que este padrão de cifragem não deixa dúvidas na hora do músico executar o acorde representado, contudo, também iremos mostrar outros padrões que, por ventura, podem aparecer em algumas peças musicais.

Como já sabemos, uma cifra vem indicada por uma letra maiúscula de nosso alfabeto. Quando esta letra não vem acompanhada de nenhuma outra informação, está subentendido que o acorde é Maior.

Ex.:

  • A = Lá Maior
  • C = Dó Maior

Se o acorde tiver algum acidente, o mesmo será indicado pelo seu símbolo correspondente ao lado direito da letra.

Ex.:

  • B♭ = Si bemol Maior
  • D# = Ré sustenido Maior

Acordes Menores

Quando temos um acorde menor, devemos utilizar a letra “m” ao lado direito da letra (ou do símbolo do acidente, quando houver).

Ex.:

  • Am = Lá menor
  • Gm = Sol menor
  • Em = Mi bemol menor
  • G#m = Sol sustenido menor

Para representar um acorde com sétima, utilizamos o número “7” ao lado direito da letra (ou do símbolo do acidente, quando houver).

É importante ter em mente que quando o número 7 vem sozinho, temos uma sétima menor, ou seja, para representar a sétima maior, devemos escrever a letra “M”, após o número 7.

Ex.:

  • C7 = Dó Maior com sétima menor
  • C7M = Dó Maior com sétima Maior
  • C#m7 – Dó sustenido menor com Sétima menor

Outros complementos também podem aparecer na cifragem de um acorde.

Ex.:

  • D6 = Ré Maior com sexta
  • Gm6 = Sol menor com sexta
  • Aº = Lá diminuto
  • Bm7(b5) = Si menor com sétima e quinta bemol (Si meio diminuto)
  • C#7M(#5) = Dó sustenido Maior com sétima Maior e quinta aumentada

Para facilitar sua vida: como ler acordes

Veja a seguir uma tabela para orientar a sua leitura:

Escrita RecomendadaFormaçãoComo é falado
CDó Maior
C#Dó sustenido MaiorDó sustenido
CmDó menorDó menor
C#mDó sustenido menorDó sustenido menor
C7Dó Maior com sétima MenorDó com Sétima
C7MDó Maior com sétima MaiorDó com sétima Maior
Cm7Dó menor com sétima menorDó menor com sétima
Cm7MDó menor com sétima MaiorDó menor com sétima Maior
C7M(#5)Dó maior com sétima Maior e quinta AumentadaDó com sétima Maior e quinta Aumentada
Cm7(b5)Dó menor com sétima menor e quinta diminutaDó meio diminuto
Dó menor com sétima diminuta e quinta bemolDó diminuto
C6Dó Maior com sextaDó com sexta
Cm6Dó menor com sextaDó menor com sexta
C4Dó Maior com quarta (sem terça)Dó sus quatro
C7sus4Dó Maior com sétima menor e quarta (sem terça)Dó com sétima e quarta (ou Dó com sétima e sus quatro)

Como você pode notar na tabela anterior, algumas informações se encontram subentendidas na cifra.

Se o acorde for Maior, por exemplo, não haverá nenhuma informação indicando que ele será maior. Neste caso, esta informação está subentendida.

Só haverá indicação se o acorde for menor.

O mesmo vale para a sétima, contudo, se não houver indicação nela, está subentendido que se trata de uma sétima menor. Só haverá indicação na sétima se ela for maior.

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Formação de Acordes

Para entender como formar acordes, é essencial que você possua amplo conhecimento sobre intervalos e saiba como aplicá-los no seu instrumento.

Como você já viu no início deste post, os acordes são formados por um conjunto de 3 ou mais notas executadas simultaneamente.

Como Formar Acordes

Em um primeiro momento, vamos considerar que a primeira nota que forma o acorde, isto é, a nota que determina o nome do acorde, será a Fundamental.

Por exemplo, se o acorde for um Dó Maior, a nota dó será a fundamental.

Esta nota também é considerada o Baixo do acorde, pois é a nota mais grave.

Os acordes são constituídos de terças superpostas (consecutivas), ou seja, notas separadas por intervalos de terça (maiores ou menores).

A partir da Fundamental (Dó), temos um intervalo de terça (Mi), e a partir deste intervalo de terça, temos outro intervalo de terça (Sol), que irá gerar o quinto grau do acorde.

De acordo com a disposição destes intervalos de terça, podemos determinar qual é a característica do acorde (se ele é menor, maior, com sétima e etc…).

Eles podem existir em dois principais grupos:

  • Tríades – formados por três notas diferentes;
  • Tétrades – formados por quatro notas diferentes.

Tríades e tétrades possuem o que chamamos de notas de acorde, ou seja, são as principais notas que formam o acorde.

Trataremos aqui, dessas duas formas de acorde.

Notação

Para compreender melhor como se dá a formação de acordes, representaremos os graus da seguinte maneira:

  • F – Fundamental;
  • 2 – Segunda Maior;
  • 2 – Segunda menor
  • 3 – Terça Maior;
  • 3 – Terça menor;
  • 4 – Quarta Justa;
  • – Quarta diminuta;
  • #4 – Quarta Aumentada;
  • 5 – Quinta Justa;
  • 5 – Quinta Diminuta;
  • #5 – Quinta Aumentada;
  • 6 – Sexta Maior;
  • 7 – Sétima Maior;
  • 7 – Sétima menor;
  • 7 – Sétima Diminuta.

É importante observar que, com o objetivo de facilitar o entendimento deste assunto, utilizamos a nota Dó como Fundamental em todos os tipos de acordes.

Contudo, assim como nas escalas, você pode encontrar qualquer tipo de tríade ou tétrade com outra fundamental, utilizando o mesmo padrão de intervalos fornecido.

Formação de Acordes: Tríades

As tríades são os acordes formados por três sons ou seja, três notas diferentes.

Existem quatro tipos de tríades:

  • Maiores;
  • Menores;
  • Aumentadas;
  • Diminutas.

Cada tipo de tríade é composta pelos seguintes graus da escala:

Tríade Maior

F – 3 – 5

Temos, então, o acorde de C:

C

Obs.: Colocamos os intervalos das notas do acorde em superposição de terças, pois acreditamos ser a melhor forma de raciocinar as notas que vão entrar no acorde.

Tríade Menor

F – b3 – 5

Temos, então, o acorde de Cm:

Cm

Tríade Aumentada

F – 3 – #5

Temos, então, o acorde de Caum:

Caum

Tríade Diminuta

F – b3 – b5

Temos, então, o acorde de C°:

Cdim

Diferença da Formação de Acordes Maiores e Menores

É muito importante que saiba diferenciar com facilidade o acorde maior do acorde menor.

Por isso, aqui vai um resumo bem básico pra você seguir tranquilo na formação dos acordes.

Como já aprendemos, a única diferença entre um Acorde Maior e um Acorde Menor é a sua terça, ou seja, seu terceiro grau.

Acorde Maior é formado pela Fundamental (F), Terça Maior (3) e Quinta Justa (5).

Já o Acorde Menor é formado pela Fundamental (F)Terça Menor (b3) e Quinta Justa (5).

É importante que neste momento, você experimente tocar os dois tipos de acorde no seu instrumento para perceber a diferença entre eles.

Preste atenção na grande diferença sonora que temos ao substituir uma terça maior por uma terça menor, isto é, apenas uma nota diferente entre esses dois tipos de acorde.

Note que o acorde maior tem uma sonoridade mais feliz, enquanto o acorde menor nos remete a uma sensação mais melancólica, triste.

Vídeo: Diferença entre o Acorde Maior e Menor

Veja a seguir como é a diferença na prática entre os acordes maiores e menores.

Vale a pena assistir.

O vídeo é bem curtinho, mas o seu entendimento vai ser completo!

Formação de Acordes: Tétrades

As tétrades são os acordes formados por quatro sons, ou seja, quatro notas diferentes.

Elas possuem uma nota a mais em relação às tríades.

Esta nota normalmente é alguma variação da Sétima da escala do acorde em questão.

Existem vários tipos de tétrades.

Veremos aqui os tipos mais recorrentes de tétrades encontradas na música popular.

São elas:

7M – Maior com sétima Maior

F – 3 – 5 – 7

Temos, então, o acorde de C7M:

C7M

7 – Maior com sétima

F – 3 – 5 – b7

Temos, então, o acorde de C7:

C7

m7M – menor com sétima Maior

F – b3 – 5 – 7

Temos, então, o acorde de Cm7M:

Cm7M

m7 – menor com sétima

F – b3 – 5 – b7

Temos, então, o acorde de Cm7:

Cm7

7M#5 – Maior com sétima Maior com quinta aumentada

F – 3 – #5 – 7

Temos, então, o acorde de C7M(#5):

C7M5

7#5 – Maior com Sétima com quinta Aumentada

F – 3 – #5 – b7

Temos, então, o acorde de C7(#5):

C75

ø ou m7(b5) – meio diminuta

F – b3 – b5 – b7

Temos, então, o acorde de Cm7(b5):

Cm7b5

° ou dim – diminuta

F – b3 – b5 – bb7

Temos, então, o acorde de CØ:

C-¦

6 – Maior com sexta

F – 3 – 5 – 6

Temos, então, o acorde de C6:

C6

m6 – menor com sexta

F – b3 – 5 – 6

Temos, então, o acorde de Cm6:

Cm6

7sus4 – Sétima sus4

F – 4 – 5 – b7

Temos, então, o acorde de C7sus4:

C7sus4

Tocando os acordes

Agora que você já sabe como é a formação das tríades e das tétrades, experimente tocar no seu instrumento (não importa se é, por exemplo, violão, teclado, guitarra, ukulele…) o conteúdo que você aprendeu aqui.

Para montar os acordes, pense em cada grau de sua formação, e tente tocar em regiões diferentes do seu instrumento, ou seja, explore todas as possibilidades.

Experimente também criar progressões de acordes, e toque-os em sequência.

Ficou com alguma dúvida? Pode perguntar que a gente responde.

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Jornada: O Poder dos Acordes

A música é uma linguagem universal que toca corações e conecta pessoas.

No centro dessa linguagem, encontramos os acordes, que são os responsáveis pela diferentes sensações sonoras que dão vida e emoção às melodias.

Entender a formação de acordes é essencial para qualquer músico, seja ele iniciante ou experiente, pois essa habilidade permite a criação de harmonias ricas e variadas.

Neste post, vamos explorar os fundamentos da formação de acordes, desvendando os segredos por trás das tríades e tétrades, e capacitando você a reconhecer e tocar acordes no seu instrumento, sem depender de diagramas.

Prepare-se para uma jornada musical que ampliará seus horizontes e aprimorará suas habilidades harmônicas!

Aula 1: Como formar Acordes (Sem Diagramas e em Alta Velocidade)

Aula 2: O Milagre da Multiplicação

Aula 3: Voicing – Expandindo os Horizontes

https://youtu.be/QMMd0h4KpdE

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